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02/08/2024 - 11h16 T&D

Estudo define cinco perfis para um aprendizado corporativo personalizado

Relatório produzido pela Udemy orienta sobre práticas para preencher lacunas de habilidades


 

 

A escassez global de habilidades e a contínua lacuna de talentos fizeram com que as organizações repensassem a abordagem em relação aos programas de aprendizado. Para muitos, a mudança para uma abordagem baseada em habilidades tornou-se a resposta para preencher essa lacuna, criar agilidade organizacional, melhorar o engajamento dos funcionários e engajar os talentos de uma forma mais significativa nas suas organizações. É o que apontou o relatório Making Learning Work for Everyone: The 5 Learner Profiles (algo como Fazendo a aprendizagem funcionar para todos: Os 5 perfis de alunos), da Udemy, plataforma de EAD.

 

O estudo traz recomendações sobre como os líderes podem desenvolver programas de aprendizado eficazes, que sejam personalizados e acessíveis e consigam engajamento de cada aluno.

 

Foram analisados dados de quase 12 mil alunos corporativos no Brasil, na Índia, nos Estados Unidos, Reino Unido, México, Alemanha, Indonésia e Japão p para chegar a cinco perfis exclusivos de alunos corporativos, com motivações, mindsets e medidas de sucesso específicas. Esses perfis são distribuídos quase uniformemente da seguinte forma:

 

► Aluno devotado (18%): Alunos com motivação e com interesse em diversos tópicos

► Aluno social (23%): Alunos motivados pelo ambiente externo e orientados para o sucesso

► Aluno confiante (24%): Alunos proativos que gostam de desafios

► Aluno emergente (19%): Alunos que preferem orientação e estão construindo sua autoconfiança

► Aluno prático (16%): Alunos que preferem conforto e estrutura a desafios

 

"As empresas no Brasil, na América Latina e no mundo têm como desafio preencher as suas lacunas de habilidades, que atrasam a transformação digital e o acompanhamento de tendências como a IA generativa", frisa Bruno Barreto, vice-presidente da Udemy para a América Latina.

 

Na visão dele, para solucionar essas questões e fazer uma transição bem-sucedida para se tornarem empresas baseadas em habilidades, precisam promover experiências de aprendizado escaláveis e personalizadas.

 

Confira, a seguir, algumas práticas recomendadas para as organizações:

 

A importância de projetar programas de aprendizado focados na motivação e no valor intrínseco

Se um aluno valoriza intrinsecamente uma experiência de aprendizado, é mais provável que ele se engaje nela e vá até o final. No entanto, diferentes perfis de alunos são motivados por diferentes fatores. Alunos confiantes, por exemplo, são motivados pela forma como o aprendizado os ajuda a alcançar resultados específicos. Alunos devotados estão no outro extremo, motivados pela alegria de aprender e pelo desejo de construir conhecimento.

 

No Brasil, os alunos são motivados pelo desejo de alcançar um resultado específico, melhorar a própria situação financeira e adquirir as habilidades necessárias para a sua vida e o seu trabalho. Entre os principais objetivos que os alunos brasileiros têm ao fazer cursos online, estão crescer carreira, alcançar objetivos de vida, aprimorar habilidades das suas equipes e aumentar a estabilidade financeira.

 

Se os líderes compreendem o que cria valor intrínseco para diferentes perfis de alunos, podem aumentar o engajamento e ajudar os alunos a investirem mais na construção de novas habilidades.

 

A geração Z é a mais motivada a aprender por incentivo externo

A divergência geracional nas perspectivas de aprendizado está aumentando. Gerações diferentes da força de trabalho têm perspectivas diferentes sobre aprendizado, motivações e prioridades.

 

Na geração Z, há mais alunos motivados por incentivo externo, especialmente alunos sociais (18%) e emergentes (19%). Os baby boomers têm um índice alto de alunos confiantes (16%). À medida que a demografia geracional da força de trabalho continua a mudar, as equipes de aprendizado devem levar em consideração essas mentalidades e expectativas divergentes para otimizar o engajamento futuro.

 

Programas de aprendizado multimodais e combinados são o padrão ouro

Alunos dedicados, confiantes e práticos preferem aprender sozinhos. Além disso, os alunos sociais e os confiantes medem o próprio sucesso comparando o seu desempenho com o dos seus pares, indicando uma abordagem mais competitiva em relação ao aprendizado. Alguns perfis, como os alunos emergentes, se sentem intimidados pelo aprendizado social com alunos proativos ou competitivos.

 

Os alunos no Brasil aprendem melhor com orientação especializada e e rodeados de pessoas com quem podem aprender. Aulas online ao vivo e aprendizado por assinatura são mais atraentes para eles. No entanto, sua maior barreira é a falta de tempo para se dedicar ao aprendizado online. As equipes de aprendizado podem resolver isso estruturando oportunidades para unir diferentes grupos e as abordagens preferidas de aprendizado deles.

 

"Os princípios básicos da ciência do aprendizado mostram que todos os alunos têm um conjunto universal de necessidades para aprenderem de forma eficaz, mas nem todos têm as mesmas necessidades ao mesmo tempo ou no mesmo nível, o que pode tornar a criação de programas um desafio para os líderes de aprendizado. Ao compreender os perfis de aprendizado exclusivos e a presença deles em todos os níveis e áreas, é possível criar experiências que tenham mais engajamento e atendam a diversas necessidades, criando um impacto duradouro tanto para os colaboradores como para as organizações", diz Justin Mass, diretor sênior de aprendizado empresarial da Udemy.

 

 

Foto: Shutterstock

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