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23/03/2023 - 19h06 Indicadores

Engajar lideranças como comunicadores é o maior desafio em Comunicação Interna

De acordo com pesquisa, gerenciar o excesso de informações também entre as prioridades


 

 

 

Melhorar a experiência com os canais de comunicação, focar nas prioridades do negócio e comunicar melhor são apenas alguns dos insights levantados pela pesquisa Tendências da Comunicação Interna 2023, realizada pela agência Ação Integrada em parceria com a Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial), com a participação de 163 empresas.

 

De acordo com o estudo, entre os grandes desafios da Comunicação Interna (CI) estão: engajar as lideranças como comunicadores (74%); fazer a comunicação chegar aos públicos operacionais (55%); comunicar a estratégia e cultura da empresa (54%); e gerenciar o excesso de informações (51%).

 

“A pesquisa mostra que o percentual que a gente investe em apresentações de PPT, para as quais somos demandados, é mais de dez vezes maior do que o tempo que investimos em mensuração, por exemplo, ou mais que o dobro do investimento em escuta e diagnóstico. O que é mais importante? Como eu lido com a demanda que chega? São reflexões que a pesquisa traz”, ressalta Thierry Pignataro, diretor de Negócios e Operações da Ação Integrada.

 

ENTENDENDO OS DESAFIOS

Engajar as lideranças como comunicadores, principal desafio identificado pela pesquisa, refere-se ao processo cultural de ter uma liderança comunicadora. Segundo Thierry, para isso, deve-se olhar do CEO até os coordenadores e líderes imediatos.

 

Ainda de acordo com o levantamento, a comunicação interna contribui cada vez mais com a orquestração do negócio: 88% dos CEO valorizam ou valorizam muito a CI nas empresas; 62% das empresas possuem reuniões ou lives dos CEOs com os times e 79% realizam reuniões periódicas sobre objetivos e resultados.

 

Entre as maiores implantações desejadas para este ano estão: treinamento com gestores para serem melhores líderes comunicadores (25%) e sistematização de rituais de conversas (21%).

 

Sobre o segundo desafio – fazer a comunicação chegar aos públicos operacionais –, o estudo mostra que: a liderança deve ter mais protagonismo, as comunicações precisam ser mais ágeis e que é necessário focar na informação essencial, ou seja, menos é mais. “Quando a gente pensa em canais, é preciso observar a experiência de consumo de informação por esses públicos”, diz Thierry.

 

A pesquisa também traz informação sobre horizontalização da comunicação: 28% das empresas planejam implantar um programa de influenciadores internos e 22% planejam implantar um programa de Agentes de Comunicação, a partir do empoderamento de determinadas áreas da organização. A sugestão é que seja adotada uma comunicação mais descentralizada, horizontal e colaborativa com empregados como criadores de conteúdo e investimento nas redes sociais corporativas e nos “community managers”.

 

Quanto ao terceiro desafio – comunicar a estratégia e cultura da empresa –, a pesquisa tratou de levantar os temas priorizados pela Comunicação Interna: em primeiro lugar (72%), ficou Iniciativas de Gestão de Pessoas, seguido de Cultura da Empresa (67%), Estratégias e Resultados (57%), Diversidade e Inclusão (53%).

 

Já o excesso de informações, quarto principal desafio, tem resultado na “infoxicação”, que leva à desinformação e à paralisia. “Pesquisas informam que, quando ficamos muito expostos ao excesso de informação, passamos a ter um estresse cerebral muito grande que pode levar a um blackout cognitivo, que é perder o sentido em relação a muitas coisas e ter o poder de ação e decisão muito reduzidos”, assinala o diretor da Ação Integrada.

 

Para gerenciar o excesso de informações, é preciso ter em mente duas responsabilidades: comunicar melhor e manter a saúde mental. Mas como as empresas estão lidando com isso?  A pesquisa aponta que 78% estão cuidando da quantidade de conteúdos para evitar o excesso e 73% possuem um calendário para organizar os temas ao longo do ano.

 

“Porém, há um ponto de atenção: os dados estão mostrando que as campanhas estão crescendo: 43% das empresas fizeram mais do que 16 campanhas em 2022 e, para este ano, as empresas (24%) planejam aumentá-las ao invés de reduzi-las”.

 

PLANEJAMENTO E GESTÃO

O estudo também mostra que as áreas de CI estão sendo conduzidas com um olhar cada vez mais de gestão além de execução: 79% das áreas de CI têm um planejamento estratégico que orienta as ações e 86% têm os objetivos de CI vinculados aos da organização.

 

A questão da mensuração é um dos pontos positivos da pesquisa, pois está em evolução, principalmente porque empresas têm buscado medir mais e aos poucos, os indicadores estão passando de indicadores de processo para indicadores de resultados. Isso mostra que tem crescido mais essas ferramentas de medição digital e as pesquisas quantitativas (+10%) e qualitativas (+4%).

 

A conclusão da pesquisa é que há alguns caminhos possíveis para a evolução da CI nas organizações: melhorar a experiência com os canais, focar no prioritário do negócio mais do que nas áreas, descentralizar a comunicação e, além de executar a comunicação, fazer a gestão dessa comunicação.

 

 

Foto: Shutterstock

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