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02/02/2017 - 12h00 Artigos

2017: O que se passa na cabeça dos CEOs brasileiros?


Por José Ricardo Noronha*

 

O mais respeitado Fórum Econômico do mundo acontece anualmente na linda e fria Davos, na Suíça. E, como já é de praxe, é lá que a gigante global de auditoria e consultoria PwC lança a tão esperada e crível "Pesquisa Global com CEOs" ou "Global CEO Survey". O levantamento sempre nos brinda com informações e dados estatísticos muito interessantes sobre os principais desafios, oportunidades, percepções, expectativas e anseios dos maiores líderes empresariais do mundo.

 

Como de costume, a 20ª edição da pesquisa traz dados que merecem a especial atenção de empresários, empreendedores e gestores, que têm a responsabilidade de liderar pessoas e promover as tão necessárias mudanças que propiciem a construção de negócios mais sustentáveis. Isso principalmente por estarmos em um mundo cada vez mais desafiador, imprevisível, incerto e igualmente repleto de boas oportunidades às empresas e profissionais bem preparados.

 

Selecionei alguns dados muito relevantes envolvendo nosso mercado:

 

• Otimismo: Os executivos brasileiros figuram entre os mais otimistas do mundo. Impressionantes 57% dos executivos entrevistados se disseram “muito confiantes no crescimento de sua empresa nos próximos 12 meses”, sendo que, na média global, apenas 38% dos presidentes de grandes empresas demonstram a mesma confiança.

 

• Prudência e realismo: Muito embora os executivos brasileiros se mostrem bastante confiantes, quase todos eles (90%) falaram de crescimento orgânico (sem aquisições) e apenas 36% compartilharam o desejo de ampliarem seus quadros de profissionais.

 

• Não à passividade: 2017 será um ano tão ou até mais desafiador que 2016, especialmente para nós, brasileiros. Diante disso, empresas e seus respectivos líderes não podem ser passivos e precisam ter a coragem necessária para empreender os melhores e mais inteligentes esforços que os permitam construir negócios cada vez mais sustentáveis. Isso, em um mundo incrivelmente comoditizado (com produtos, serviços e soluções cada vez mais similares), passa necessariamente pela maior capacitação do seu pessoal e pela tão fundamental inovação que permita identificar áreas de melhoria nos mais diversos mercados.

 

• Capacitação e treinamento: Uma expressiva parte dos executivos brasileiros entrevistados (69%) apontou a disponibilidade de mão de obra qualificada com as competências chave requeridas pelas suas empresas como um dos seus maiores desafios. Diante disso, tenho absoluta convicção emergir uma vez mais a importância de as empresas investirem de forma cada vez mais estruturada e inteligente no incremento das habilidades, competências e conhecimentos chave que tenham ligação umbilical com os objetivos estratégicos, desafios e oportunidades que cada empresa busca em sua respectiva área de atuação.

 

2017 tem tudo para ser um grande ano! Já temos uma série de indicadores que corroboram com esta visão otimista e realista:

 

• Queda na inflação, que tem impacto direto na redução das taxas de juros e que, por consequência, reflete diretamente na redução das taxas de crédito, tão essencial para um país que busca a retomada econômica.

 

• Aumento da confiança do empresariado brasileiro atestado pela Pesquisa da PwC e por outras pesquisas de fontes bastante confiáveis.

 

• Aumento do fluxo de capitais estrangeiros ao País, que traz consigo maior liquidez e a tão fundamental retomada dos investimentos que podem acelerar a retomada econômica.

 

Novo cenário

Diante de tudo isso, tenho convicção que estamos diante de um novo cenário. Um novo horizonte que será marcado de um lado por clientes extremamente exigentes, bem informados e repletos de boas opções à sua frente. E, por outro, por concorrentes cada vez melhores, mais agressivos e com produtos, serviços e soluções muito similares – quando não absolutamente iguais – aos que comercializamos em nossas empresas.

 

Destaque-se novamente o elemento mais crucial para o crescimento do País e que já ocupa um lugar de relevância nas mentes e ações dos principais líderes empresariais brasileiros: a educação de qualidade. Muito embora tenha sido tão negligenciada ao longo das últimas décadas, ela será certamente o fator cada vez mais preponderante de diferenciação competitiva em um “mercado de iguais”.

 

Assim, irão brilhar os profissionais e empresas que têm paixão pelo que fazem, expertise em seus mercados e crença inabalável de que a educação é dos elementos essenciais para a busca do sucesso e de resultados de vendas cada vez melhores e sustentáveis.

 

Aliás, pego aqui emprestada uma análise realmente incrível do Fundador e Presidente do Fórum Econômico de Davos, Klaus Schwab, que cunhou o termo "Talentismo", que tão bem condensa esta ideia de que o maior e mais importante diferencial competitivo das empresas estará em suas pessoas:

"Não serão os grandes peixes que irão ‘papar’ os peixes pequenos, e sim os peixes mais rápidos que irão engolir rapidamente os peixes mais lentos."

 

O Brasil, enfim, viverá o momento de retomada da economia e de crescimento das vendas nos mais diversos setores.

 

Será que você e seus profissionais estão prontos para surfar nesta nova, incrível e igualmente traiçoeira onda?

 

* José Ricardo Noronha é vendedor, palestrante, professor, escritor e consultor. Formou-se em Direito pela PUC/SP e tem MBA Executivo Internacional pela FIA/USP. Possui especialização em Marketing, Empreendedorismo, Empreendedorismo Social e Vendas pela Owen Graduate School of Management e é Professor dos MBAs da FIA. É autor dos livros "Vendedores Vencedores" e "Vendas. Como eu faço?". Site: www.paixaoporvendas.com.br

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