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20/06/2023 - 15h34 Publieditorial

O poder da presença

Presença é a conexão honesta com nós mesmos, é a remoção de barreiras, julgamentos e máscaras


 

 

*Por Silvana Mello

 

 

Você já pensou no poder da sua presença e no seu impacto sobre as pessoas? Considera isso um tema relevante para sua carreira?

 

Se respondeu que sim, acertou em cheio. Inúmeros executivos bem-sucedidos nos procuram para criar consciência sobre a sua presença e aprimorar o seu impacto. A presença se manifesta de forma corporal, através da postura, gestos, olhar, posicionamento do corpo e, também sobre a sintonia entre o que diz o corpo e o que se fala. De acordo com Cornélia Topf, autora alemã, especialista em linguagem corporal, nosso impacto sobre as pessoas é motivado 55% pela linguagem corporal, 38% pela modulação da voz e apenas 7% pelo que dizemos. Isto mesmo, apenas 7% pelo conteúdo, então, sem dúvida, a forma é um tema relevante. Para Monica Matschnig, autora do livro: “O corpo fala no trabalho”, nossa presença é definida em 80% pela linguagem corporal. Isso não quer dizer que o conteúdo não tem importância. Muitos estudos sobre confiança afirmam que a preparação e o conhecimento do assunto na hora de uma apresentação executiva fazem toda a diferença. Então cuidar do mix: forma e conteúdo é imprescindível.

 

Mas o que é presença? Para Amy Cuddy, em seu livro O poder da Presença, presença é a conexão honesta e poderosa com nós mesmos, é a remoção de barreiras, julgamentos e máscaras. Estar em sintonia com nossos pensamentos, sentimentos e valores reais, não é um estado de permanência. Nos estudos de A. Cuddy fica claro que o nosso corpo molda a nossa mente e precisamos ter consciência sobre as nossas posturas para fortalecer a nossa presença. Ela vai além e propõe um exercício: se você tiver que fazer uma apresentação desafiadora, se prepare, pense no que quer transmitir e "finja até conseguir" por dois minutos. (Fake it until you make it).

 

Nós, Executive Coaches, especialistas em desenvolvimento humano, nos debruçamos sobre os seguintes aspectos:

 

Qualidade da escuta. Como é a escuta da pessoa que estamos apoiando? É uma escuta ativa ou é uma escuta seletiva? É uma escuta presente ou pouco presente? Existe algum nível de distração? No livro Coactive coaching, os autores Laura Whitworth, Karen Kimsey-House e Phillipe Sandahl afirmam que ser ouvido é uma experiência marcante, em parte porque é tão raro. Quando outra pessoa está totalmente com você – aprendendo, interessada em cada palavra, ansiosa por ter empatia – você se sente reconhecido e compreendido. As pessoas se abrem quando sabem que estão realmente sendo ouvidas; elas se expandem, elas têm mais presença e se sentem mais seguras e confiantes. De acordo com os autores existem três níveis de escuta:

 

No Nível 1, nossa consciência está em nós mesmos. Ouvimos as palavras da outra pessoa, mas nossa atenção está no que isso significa para nós pessoalmente. No nível 1, os holofotes estão no “eu”: meus pensamentos, meus julgamentos, meus sentimentos, e minhas conclusões sobre mim.

 

No Nível 2, há um foco nítido na outra pessoa. Às vezes, você pode ver isso na postura de cada pessoa: ambos inclinados para a frente, olhando um para o outro com atenção. Há muita atenção na outra pessoa e não muita consciência da palavra externa.

 

No Nível 3, você ouve como se o interlocutor estivesse no centro do universo, recebendo informações de todos os lugares ao mesmo tempo. É como se você estivesse cercado por um campo de força que contém você, a pessoa e um ambiente cheio de informações. O nível 3 inclui tudo o que você pode observar com seus sentidos: o que você vê, ouve, cheira e sente – as sensações táteis são também as emocionais.

 

Comunicação – Capacidade de se comunicar de forma eficaz utilizando a linguagem verbal e não verbal, calibrando o ritmo da fala, tom de voz e vocábulos conforme o seu interlocutor. Em alguns casos, percebe-se que a pessoa corta sílabas com a intenção de terminar rapidamente a sua fala. Em outros, a pessoa é prolixa e excessivamente explicativa. O nível de energia também interfere na comunicação, as vezes o executivo tem um ótimo conteúdo, mas uma energia baixa.

 

Conexão - Capacidade de se conectar com as pessoas de forma genuína, autêntica e empática. No livro Todos Se Comunicam, Poucos Se Conectam, John C. Maxwell fala da importância dos 3 S´s – seja simples, suave e sorria. Sim, criar uma atmosfera agradável ajuda muito na sua conexão com o outro. Importante sempre se lembrar que ao se conectar com o outro as pessoas fazem as seguintes perguntas sobre você: você se importa comigo? você pode me ajudar? Posso confiar em você?

 

Credibilidade – Ter credibilidade e reputação positiva, alinhamento entre a fala e a ação. O famoso Walk the talk é realmente poderoso

 

Confiança – Ser confiável e inspirar confiança em suas relações. Não adianta se comunicar brilhantemente e não ser uma pessoa confiável ou não construir relações de conexão com os outros. Todos esses aspectos juntos criam a força do impacto e tudo começa pela consciência de suas ações, da forma como se posiciona, como contribui com o time, forma de olhar, etc. Tudo se conversa!

 

Erga-se e perceba quem você é, que você está acima de suas circunstâncias.” - Maya Angelou

 

 

*Silvana Mello é PCC – Professional Certified Coach pelo ICF,  sócia diretora da empresa  TCS – Talent Creative Solutions, consultoria especializada em desenvolvimento de líderes

 

 

Confira nossas soluções no site http://www.tcs-creative.com/solucoes-3/

 

 

Foto: Shutterstock

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