Saída de CHROs das empresas cai 36% em meio à ampliação das responsabilidades do cargo
Estudo global aponta maior permanência dos líderes de RH e avanço das exigências estratégicas sobre a função
A rotatividade de CHROs nas empresas globais caiu no primeiro semestre de 2026, em um momento em que esses executivos assumem responsabilidades cada vez mais amplas nas organizações. Segundo o Índice Global de Rotatividade de CHROs, da Russell Reynolds Associates, o número de saídas desses profissionais recuou 36% em relação ao mesmo período de 2025, sinalizando maior retenção das lideranças de RH.
O movimento ocorre em um cenário de transformação do papel do CHRO, que passou a incorporar temas como desenho organizacional, mudanças nos modelos operacionais, cultura e impactos da inteligência artificial sobre a força de trabalho. Após um ano de rotatividade recorde entre CEOs, a exigência crescente sobre a liderança de RH reforça a importância de profissionais capazes de conectar a gestão de pessoas às decisões estratégicas do negócio.
Apesar da queda nas saídas, as empresas globais continuam apostando em profissionais estreantes na posição de CHRO. No primeiro semestre de 2026, eles representaram 62% das nomeações, ante 56% no mesmo período de 2025. As contratações externas também ganharam espaço, passando de 48% para 52% do total. Ao todo, 95 CHROs assumiram posições no período, crescimento de 4,3% em relação ao primeiro semestre do ano anterior.
"Diante de um ambiente de negócios mais complexo, marcado por incertezas econômicas e geopolíticas, juros elevados e uma transformação tecnológica acelerada pela inteligência artificial, as empresas precisam revisar modelos de operação e a composição de seus times. Isso passa por conectar estrutura, talentos e sucessão às prioridades corporativas, aproximando a agenda de pessoas da execução estratégica e da gestão de riscos", analisa Aline Larangeira, consultora da Russell Reynolds.
Foto: Shutterstock








