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07/07/2017 - 11h00 Artigos

O tempo passou e eu perdi a minha competitividade: o mercado não me quer?


Por Daniel Barbosa*

 

A dinâmica de recrutamento e seleção tem se intensificado nas empresas de maneira diferente. É possível perceber que poucos recrutadores portam muitas vagas ao mesmo tempo. Estas posições priorizam profissionais jovens extremamente competentes em conhecimentos, habilidades e atitudes, que buscam pequenas pretensões de ganho salarial.

 

Diante desse cenário, muitas das candidaturas realizadas por perfis considerados atrativos, não surtem tanto efeito quanto antes, o que acaba por colocar em risco o posto de profissionais que já estão estabelecidos no mercado para alguém que – apesar de ser considerado menos preparado, apresenta características diferenciadas e moldáveis que são oriundas das novas gerações. Mas como conseguir se manter competitivo com estes jovens profissionais disponíveis?

 

1. Conheça seu concorrente

Apesar de já conhecer quais são as principais demandas da área de atuação, é importante acompanhar quais são as competências que mais favorecem em processos seletivos. Se essas são competências técnicas que podem ser desenvolvidas, existem diversos meios de aprimorá-las para a retomada da competitividade profissional, ainda que, não seja possível recuperar os anos perdidos. No caso das comportamentais, vale repensar comportamentos e atitudes manifestados durante a participação em entrevistas e, até mesmo, nas redes sociais, possibilitando a apresentação de um pensamento mais contemporâneo perante recrutadores que monitoram diariamente as redes sociais.

 

2. Identifique como você se encaixaria nas empresas

É satisfatório ter ambientes que possam inspirar o profissional a desenvolver o seu trabalho com mais entusiasmo, seja em empresas tradicionais ou diferenciadas. No entanto, também é importante pensar como estas empresas podem absorver pessoas que fujam de seus padrões. Considere os valores pessoais versus valores da empresa, histórico organizacional, remuneração oferecida, produto e/ou serviço, modelos de gestão e atividades desenvolvidas, uma vez que estes serão diferenciais no futuro. Vale ressaltar a importância da Marca Empregadora da organização, que se trata de um conceito importantíssimo que em poucos anos estará presente nas decisões dos consumidores sobre comprar ou não comprar. Essas baseadas na experiência em que seus empregados ou candidatos tiveram em processos seletivos.

 

3. Utilize seu networking

Ainda que a atual crise esteja dando sinais estatísticos de término com o aumento do PIB e a geração de empregos na indústria, muitos profissionais têm vivenciado a importância dos relacionamentos durante seus processos de recolocação. Desenvolver novos contatos ou até mesmo manter a comunicação com aquele conhecido que acompanhou seu trabalho anos atrás, pode ser fundamental para ter destaque em um mercado com muitos profissionais disponíveis. Ao conhecer as competências comportamentais e o histórico de carreira do indivíduo, a tendência é que apenas seus pontos de interesse sejam levantados, tratando este com prioridade por já conhecer a sua reputação. Por isso, diversas ações como: manter uma postura adequada com antigos colegas (ambiente organizacional, instituições de ensino, convívio familiar e rede de amigos); manter o currículo sempre atualizado; e, desenvolver novos contatos com potenciais empregadores também é uma alternativa que pode fomentar a empregabilidade do indivíduo.

 

4. Procure por novas possibilidades fora da caixa

Em alguns casos, buscar formas de reinventar-se como profissional pode se tornar uma alternativa interessante para burlar a falta de empregabilidade perante os jovens concorrentes. Atuar de forma consultiva nas organizações pode não apenas se provar como algo útil para se manter no mercado de trabalho exercendo uma profissão, mas também contribui para uma exposição positiva deste profissional. Com o auxílio de profissionais especializados, empreender também é uma alternativa que pode ser bem-sucedida e apresenta uma ótima chance de gerar retorno financeiro, além de respaldo profissional.

 

Apesar das dificuldades apresentadas em nosso mercado de trabalho atual, percebe-se que todos os profissionais têm chances de desenvolver uma profissão de forma adequada, ainda que esta seja diferenciada de seus planos atuais e demande uma reinvenção por parte do profissional. Para isso, é importante nutrir uma rede de contatos eficiente, além de acompanhar as notícias que conduzem o andamento do mercado, possibilitando assim a abertura de novos rumos que podem levar à uma melhor empregabilidade e, consequentemente, trazer maior sucesso profissional, financeiro e pessoal.

 

*Daniel Barbosa tem formação em Gestão de Recursos Humanos pela Universidade Metodista de São Paulo, é graduando em Psicologia pela FMU e atua como Consultor de Transição de Carreira na Thomas Case & Associados, consultoria especializada na gestão e transição de carreiras com 40 anos de atuação no país.

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