Imagem da matéria Exposição da vida pessoal nas redes sociais: até onde isso atrapalha a carreira?
01/10/2016 - 14h00 Artigos

Exposição da vida pessoal nas redes sociais: até onde isso atrapalha a carreira?


Por Norberto Chadad*

 

Com o advento das redes sociais e seus aplicativos na maravilhosa internet surgiu nesse mundo virtual, no universo das comunicações, uma ferramenta poderosa em tempo real – O Facebook: é atualmente o líder absoluto das redes sociais dos usuários internautas; para se ter uma ideia de cada dez brasileiros conectados, 8 são usuários do Facebook segundo fontes do próprio site, no Brasil existem 99 milhões de usuários ativos mensais, sendo 89 milhões usuários móveis ativos mensais.

 

Não precisa ser um expert em recursos humanos ou comunicações para perceber o poder dessa mídia virtual, que ao mesmo tempo atende aos mais variados objetivos, quer sejam pessoais, grupais, políticos, vendas de produtos e serviços. Agora, é preciso ter bom senso em saber o que postar na rede e a quem direcionar sua visualização, se somente aos amigos, conhecidos ou público em geral.

 

O uso do Facebook pode ser uma opção de se projetar social e profissionalmente, porém, há o risco de atrapalhar a sua carreira. Não raro estamos assistindo a demissões de excelentes profissionais que inadvertidamente postam fotos ou citam fatos que os comprometem diante da empresa e seus colaboradores.

 

É muito importante usar o Facebook para compartilhar assuntos de interesse profissional, adicionar negócios de interesse de sua área de atuação, divulgar vitórias, promoções, premiações, cursos ou outros eventos significantes para sua carreira. Porém, no ambiente de trabalho, há as pessoas que não conseguem deixar de acessar e-mail pessoal, trocar ideias e fotos com os amigos no Facebook, ficar horas teclando em sites de bate-papo; estes profissionais devem ficar atentos, já que a prática pode provocar uma demissão por justa causa e a perda dos direitos trabalhistas.

 

É preciso ter equilíbrio e não fazer postagens expondo em demasia sua vida pessoal ao mesmo tempo em que não deva ser tão discreto a ponto de parecer que você tem algo a esconder. Lembre-se, no mundo digital em que vivemos hoje, você está sempre exposto a consultas em sua “linha do tempo” no Facebook, bem como o rastreamento de seu histórico pelo Google – é bom, você mesmo, de quando em quando acessar o Google e digitar o seu nome em “pesquisar”; como também, avaliar suas postagens, registros, fotos e fatos em sua rede social.

 

Todo o exagero deve ser contido e o uso indevido e abusivo desta que pode ser uma importante fonte divulgação de aspectos importantes da vida profissional pode se tornar um estopim de contrariedades. Uma pesquisa recente feita nos Estados Unidos mostra que quanto mais tempo as pessoas passam no Facebook, mais infelizes ficam. Já existem associações de autoajuda aos viciados em internet e seus aplicativos, a exemplo das associações de autoajuda aos usuários por compulsão em jogos de azar, por sexo, por álcool, por drogas e outras.

 

Será que o Facebook é oxigênio para sobrevivência? Obviamente não é. Nada substitui ou substituirá um bom diálogo presencial entre pessoas que tem algo a discutir ou experiências a serem trocadas.

 

*Norberto Chadad é Engenheiro Metalurgista pela Universidade Mackenzie, Mestrado em Alumínio pela Escola Politécnica, Economia pela FGV e CEO da Thomas Case & Associados e Fit RH Consulting.

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