Na busca por talentos em tecnologia, B3 forma profissionais dentro de casa
Em 2025, a empresa alcançou média de 45 horas de treinamento por colaborador, mais que o dobro do mercado
A escassez de profissionais qualificados em tecnologia no Brasil tem movimentado as empresas a buscarem desenvolver internamente seus talentos para atender às necessidades do negócio. Uma delas é a B3, bolsa de valores brasileira, que ampliou em 2025 seus investimentos na formação interna de talentos.
Ao longo do ano, a companhia ofereceu mais de 150 mil horas de capacitação técnica, sendo 43% com foco em tecnologia, especialmente em inteligência artificial, dados e computação em nuvem, áreas consideradas estratégicas para sustentar a transformação digital do mercado financeiro.
Na média, cada colaborador, incluindo profissionais contratados por tempo determinado, participou de 45,7 horas de formação profissional, volume 74% superior à média nacional, segundo a pesquisa Panorama, e 13% maior que a média da B3 no ano anterior. O investimento médio anual em capacitação técnica foi de R$ 2.531 por colaborador, 110% acima do observado no mercado brasileiro.
A trilha de IA concentrou o maior volume de capacitações, com mais de 13 mil horas de treinamento distribuídas em 120 cursos, que vão do nível introdutório ao avançado. Na sequência, a formação em dados somou 12 mil horas de desenvolvimento, alcançando mais de 700 profissionais, incluindo equipes fora da área de tecnologia. Já em cloud, foram mais de 8 mil horas de treinamento, com 31% das certificações emitidas em níveis intermediário e avançado.
"Preparar nossos profissionais para o futuro é parte central da estratégia da B3. Investimos continuamente em tecnologia e, da mesma forma, nas pessoas que tornam essas transformações possíveis", afirma Renata Caffaro, diretora de Pessoas da B3.
Nos últimos anos, a empresa consolidou parcerias com instituições como Alura, Microsoft, Oracle e AWS, ampliando o acesso de seus colaboradores a mais de dois mil conteúdos educacionais, entre cursos, plataformas e iniciativas de educação continuada.
A estratégia objetiva fortalecer a cultura de aprendizado contínuo e responder à demanda crescente por especialização em áreas críticas para os próximos ciclos de inovação do setor financeiro.
De acordo com a companhia, os investimentos também se refletem nos indicadores de engajamento, havendo um aumento consistente dos índices de diagnósticos internos que medem a satisfação dos funcionários em Treinamento e Desenvolvimento.
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