Liderança é o maior sonho e o principal desafio do RH
Levantamento da Conexa mostra, também, que saúde e bem-estar ainda são agenda secundária nas empresas
A liderança ocupa, ao mesmo tempo, o topo da lista de ambições e o topo da lista dos desafios dos profissionais de Recursos Humanos no Brasil, de acordo com a pesquisa Sonhos do RH, conduzida pela Conexa em parceria com a Zenklub.
De acordo com o estudo, 46% dos RHs consideram o desenvolvimento de líderes um dos papéis centrais da gestão de pessoas para os próximos cinco anos, reforçando a relevância estratégica do tema para o futuro das organizações.
Mas o estudo expõe um paradoxo relevante: 38% dos participantes têm como meta construir líderes mais humanos, capazes de atuar como agentes de cuidado e desenvolvimento dentro das equipes, enquanto outros 38% apontam justamente o despreparo das lideranças como uma das principais fontes de preocupação na rotina de trabalho.
O levantamento ainda mostra que, para 16% dos profissionais de Recursos Humanos, a falta de apoio do board é um dos entraves atuais para avançar na agenda de liderança, e 24% afirmam que dariam prioridade ao desenvolvimento de líderes caso tivessem mais recursos disponíveis.
Ou seja, embora desenvolver líderes esteja entre as urgências do RH, essa agenda esbarra no desafio de preparar essas lideranças para que atuem, na prática, como agentes de cuidado e crescimento das equipes.
A pesquisa também mostra que, embora o RH reconheça o impacto direto que a saúde e o bem-estar das pessoas têm nos resultados do negócio, existe uma lacuna entre discurso e prática, evidenciando que o tema ainda ocupa posição de agenda secundária.
Segundo Maria Barreto, vice-presidente da Conexa, o estudo explicita o desafio de o RH preparar as lideranças para que atuem, na prática, como agentes de cuidado e crescimento das equipe.
“Existe uma oportunidade concreta de aproximar a saúde da estratégia do negócio, com decisões orientadas por dados, prevenção e acesso ao cuidado, tendo o desenvolvimento da liderança como um dos primeiros passos desse movimento”, orienta a executiva. O objetivo, diz ela, é fazer com que o bem-estar deixe de ser uma pauta periférica e passe a integrar as decisões que sustentam o futuro das organizações.
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