Imagem da matéria 86% das mulheres acreditam que a maternidade é vista de forma negativa no mercado de trabalho, segundo pesquisa
10/05/2024 - 18h06 Indicadores

86% das mulheres acreditam que a maternidade é vista de forma negativa no mercado de trabalho, segundo pesquisa

Para elas, é necessária maior responsabilização da figura masculina no cuidado com os filhos


 

 

Uma pesquisa realizada pela HR tech Infojobs mostra uma realidade preocupante: a percepção negativa em relação à maternidade persiste para a maioria das mulheres no mercado de trabalho. De acordo com o levantamento, 86% das entrevistadas relataram sentir que o tema da maternidade é frequentemente visto de maneira desfavorável no ambiente profissional. Além disso, para 87%, a ampliação da licença paternidade e o engajamento das figuras masculinas na responsabilidade com os filhos emergem como passos cruciais para combater esse preconceito enraizado.

 

Para Ana Paula Prado, CEO do Infojobs, os dados evidenciam a urgência de mudanças estruturais e culturais para promover um ambiente de trabalho mais inclusivo e igualitário para todas as pessoas, independentemente de seu papel nas formações familiares. Essa análise também foi evidenciada em pesquisas realizadas em anos anteriores: em 2023, 94% das participantes acreditavam que o tema era visto de forma negativa no mercado de trabalho, e, em 2022, foram 86% das respondentes.

 

"Os resultados, e essa pouca evolução ao longo dos últimos anos destacam a necessidade de adaptações tanto nas políticas corporativas quanto nas mentalidades culturais. A maternidade não deve ser vista como um fator limitante para o crescimento profissional das mulheres e é fundamental que as empresas reconheçam e apoiem a diversidade de papéis familiares para criar ambientes de trabalho verdadeiramente inclusivos”, pontua a executiva.

 

Da amostra, 52% são mães ou responsáveis pelos cuidados de alguma criança. Delas, 74% dizem que deixaram ou ao menos pensaram em deixar de lado o trabalho para cuidar dos filhos. "Isso reflete não apenas a falta de apoio e flexibilidade por parte das empresas, mas também a persistência de barreiras que dificultam a conciliação entre vida profissional e familiar”, diz Ana Paula, ressalvando que já há muitos avanços e vem crescendo o número das organizações e lideranças preocupadas com a gestão de pessoas, bem-estar e satisfação do colaboradores.

 

Além disso, 41% das mulheres admitiram ter receio de contar ao superior sobre a gravidez. Outro dado é que 43% das mulheres afirmam ter sofrido algum tipo de preconceito ou descredibilização durante ou após a gestação.

 

A persistência de estereótipos de gênero e o preconceito no local de trabalho são evidenciados pelos dados, reforçando a urgência de implementar políticas claras e o fornecer treinamento para conscientizar os colaboradores sobre os direitos das mães no ambiente de trabalho,

 

Foto: Shutterstock

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