Aos 94 anos, construtora Passarelli renova cultura organizacional para acompanhar o cenário global
Expectativa da empresa é aumentar a competitividade e enfrentar a escassez de profissionais qualificados
Evoluir com agilidade, sem perder a solidez para competir em um cenário marcado por falta de mão de obra qualificada, aumento das exigências de governança e maior complexidade operacional no setor de infraestrutura. Foi com essa proposta que a construtora e incorporadora Passarelli decidiu rever seu modelo cultural no ano em que completa 94 anos.
A empresa estruturou sua cultura em nove valores que passam a orientar formalmente a atuação da organização: respeito e cuidado com as pessoas; integridade; confiança; excelência; satisfação do cliente; rentabilidade; inovação; agilidade; e compromisso socioambiental.
Para Paulo Bittar, CEO da Passarelli, cultura é um ativo competitivo e, em um setor que enfrenta escassez relevante de profissionais qualificados, ter uma base clara de princípios fortalece a marca empregadora, engaja equipes e sustenta a longevidade do negócio. “Evoluir essa base é garantir que nossa atuação acompanhe as transformações do cenário global, sem abrir mão da integridade e da responsabilidade. A renovação também reforça o propósito da companhia de melhorar a vida das pessoas por meio da engenharia”, conclui o executivo.
Evoluir se traduziu em desafios importantes para o RH, sendo o maior deles a capilaridade da empresa, que atualmente conta com cerca de 5 mil profissionais distribuídos pelo Brasil.
“Atuamos em um país de dimensões continentais, com obras em locais de difícil acesso, e temos o compromisso de fazer com que a cultura chegue com a mesma força a todos – do engenheiro no escritório ao montador no canteiro. São perfis diversos e quatro gerações trabalhando juntas, o que exige uma comunicação clara, acessível e adaptada a diferentes contextos, níveis de escolaridade e realidades operacionais”, detalha Lucia Menezes, diretora de Gestão de Pessoas da Passarelli (foto abaixo).
Ela conta que o processo foi guiado por diretrizes claras. A primeira, entender que renovação não é ruptura, mas evolução, valorizando a história construída até aqui, aprendendo com ela, ao mesmo tempo em que a rota é ajustada para responder aos desafios atuais e futuros.
“Crescemos em tamanho e complexidade. Renovar nossa cultura foi uma decisão estratégica para garantir coerência entre o que planejamos e como executamos”, completa.

O lançamento oficial da nova fase, chamada de Jeito de Ser Passarelli, que acontece na próxima sexta-feira (27), é o ponto de partida para consolidar a governança de cultura com o compromisso de que todas as frentes vivenciem e fortaleçam os valores da companhia no dia a dia.
“A cultura não pertence a um grupo específico, é uma responsabilidade compartilhada. Cada profissional tem um papel ativo na construção e sustentação do nosso Jeito de Ser, por meio das atitudes, decisões e relações que estabelece diariamente. Para apoiar esse movimento, contamos com uma rede de influenciadores e guardiões locais, que atuam como facilitadores e conectores da cultura nas diferentes unidades, garantindo proximidade e consistência”, conta Lucia.
Também para dar suporte à iniciativa, foram estruturados mecanismos de escuta contínua, como pesquisas quinzenais e o mapeamento de riscos psicossociais, de acordo com a NR-1, a fim de acompanhar o pulso da organização e agir com agilidade quando for necessário.
Ao fortalecer e praticar a cultura organizacional, a expectativa é de que seja consolidado um ambiente de trabalho cada vez mais saudável, produtivo e humano, ampliando o potencial de atrair novos talentos, especialmente as novas gerações.
“Mais do que um direcionador interno, a cultura se torna um diferencial real na forma como construímos resultados e relações de valor”, finaliza a executiva.
Foto de abertura: Shutterstock
Foto: Divulgação/Passarelli








