IA deve transformar diretoria de RH em diretoria de RI - Recursos de Inteligência, diz especialista
Para Harpreet Khurana, da Russell Reynolds, a IA está redefinindo a área e a gestão de talentos
A inteligência artificial está redefinindo profundamente o papel das áreas de Recursos Humanos e transformará o CHRO em um diretor de Recursos de Inteligência. A análise é de Harpreet Khurana, líder global de Tecnologia e Dados da consultoria em liderança Russell Reynolds Associates. Harpreet esteve no Brasil em encontro com lideranças empresariais do país e destacou como a IA já está mudando a forma de desenvolver talentos, avaliar equipes e preparar lideranças para o futuro.
Para ele, a IA está aprendendo com os humanos, algo nunca visto antes. “No passado, as pessoas precisavam aprender a operar máquinas. Agora, a tecnologia aprende com a forma como trabalhamos e pensamos. Isso muda completamente a relação entre profissionais e tecnologia”, analisa.
O impacto, aponta, já é visível. Dados da própria Russell Reynolds indicam que cerca de 70% dos líderes de RH já utilizam ferramentas de IA ou estão desenvolvendo aplicações dentro de suas organizações, especialmente em áreas como recrutamento, análise de dados de talentos, produtividade e desenvolvimento de lideranças. Essa transformação também altera o perfil de competências buscadas pelas empresas. Em vez de conhecimento técnico profundo, cresce a demanda por executivos capazes de compreender o potencial da tecnologia, utilizá-la no dia a dia e liderar equipes em um ambiente cada vez mais digital.
Segundo o levantamento da consultoria, 91% dos líderes de RH acreditam que as estratégias da área precisarão mudar para acompanhar o avanço da IA, embora somente 13% usam as ferramentas de IA de suas empresas. Harpreet destaca que a IA não exige que todos se tornem especialistas em tecnologia, mas que os líderes aprendam a trabalhar com ela. O mais importante é entrar nesse movimento, experimentar e entender como a ferramenta pode ampliar a capacidade das equipes.
“Essa mudança também exige novas abordagens na avaliação e no desenvolvimento de executivos. Em um cenário em que a tecnologia evolui rapidamente, as organizações passam a valorizar cada vez mais habilidades como adaptabilidade, pensamento estratégico e capacidade de liderar transformações”, conclui.
Foto: Shutterstock








