MB | Mercado Bitcoin reforça modelo híbrido como diferencial competitivo
Vice-presidente de Pessoas e Cultura explica como a empresa tem atuado para gerar valor estratégico
O retorno ao escritório vem ganhando força no último ano, com empresas globais anunciando a predominância do trabalho presencial em suas escalas. Em São Paulo, segundo levantamento da consultoria Buildings, a área de escritórios ocupada cresceu de 9,7 milhões de metros quadrados no início de 2020, pré-pandemia, para 10,3 milhões.
Nesse cenário, o debate no mercado corporativo se intensifica sobre como equilibrar colaboração, resultado e engajamento sem abrir mão da flexibilidade valorizada pelos colaboradores. Para Fernanda Coutinho, vice-presidente de Pessoas e Cultura do MB | Mercado Bitcoin, o equilíbrio é a chave. "Acreditamos na autonomia com responsabilidade, no poder das conexões e no equilíbrio entre flexibilidade e cultura. Por isso, estruturamos um modelo em que a colaboração acontece de forma intencional, com momentos presenciais voltados à troca e ao alinhamento entre as equipes. Seguimos em um formato flexível, que respeita a pluralidade do nosso time, sem abrir mão de rituais que fortalecem a cultura organizacional", pontua ela.
Na prática, gerentes e coordenadores são os primeiros a perceber os riscos de eliminar o trabalho remoto em suas equipes. Um levantamento da consultoria Robert Half mostra que apenas 6% dos colaboradores preferem o modelo 100% presencial, enquanto 77% apontam o formato híbrido como a melhor alternativa, uma escolha que comunicaram diretamente às suas lideranças.
Entre a volta ao modelo 100% presencial, adotado por algumas empresas na expectativa de aumentar performance, e a preservação da flexibilidade e do bem-estar das equipes, ganha força o híbrido estruturado. Nesse formato, os períodos presenciais no escritório são reservados a atividades que exigem colaboração, integração entre equipes e alinhamentos estratégicos, enquanto o trabalho remoto é destinado a tarefas que demandam concentração e foco individual.
Fernanda ressalta que esse modelo permite conciliar produtividade, alinhamento cultural e imersão no negócio, sem abrir mão da autonomia proporcionada pelo trabalho remoto. Para isso, a empresa criou o Office Weeks, reuniões presenciais periódicas no escritório, com colaboradores de diferentes regiões do Brasil e do mundo durante uma semana, com o objetivo de promover conexão, descompressão e alinhamentos estratégicos com seus times. Nesses períodos, também acontecem reuniões de planejamento das áreas e squads, MB Talks – encontro mensal sobre resultados, OKRs e projetos estratégicos – e happy hour para integração e descontração.
Segundo ela, a relevância desses encontros também motivou a inauguração recente do novo escritório da companhia, pensado para potencializar a integração entre os times. “Nas últimas semanas tivemos uma ocupação de quase 90% do escritório e feedbacks super positivos dos funcionários que reconhecem muito valor nesses encontros intencionais”, conta.
Na visão da executiva, empresas que estruturam modelos híbridos consistentes atendem às expectativas dos colaboradores ao mesmo tempo que se destacam em meio à tendência de adoção do presencial integral. Nesse sentido, o desafio passa a ser implementar um modelo híbrido coerente, que combine os pontos fortes de cada formato e evidencie seu impacto positivo nos resultados e no valor do negócio.








