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23/11/2022 - 10h42 Publieditorial

Treinamento e qualificação de funcionários em EAD: uma boa estratégia para reter talentos e garantir o acesso de todos

A pandemia ajudou a quebrar possíveis preconceitos, diz Maurício Pedro, executivo do Senac São Paulo


 

Por Maurício Pedro*

 

O mundo está em constante processo de mudança. Porém, o tempo gera a sensação de que estamos sempre atrasados, principalmente quando o assunto é tecnologia. No ponto de vista do ambiente corporativo, o investimento na qualificação dos funcionários para desenvolver e ampliar habilidades, tornou-se urgente. Nesse cenário, além de capacitações técnicas, as empresas estão percebendo a necessidade de investir em programas comportamentais, relacionados à saúde mental dos seus colaboradores e o formato de educação à distância (EAD) é uma oportunidade para essa transformação.

 

Cada vez mais, as pessoas querem estar em ambientes de trabalho que proporcionem acolhimento, conforto, bem-estar, que seja respeitoso e justo, além oportunidades para se desenvolverem. Então, quando uma empresa investe em construir e manter uma cultura de aprendizagem, cria-se mais chances de retenção dos profissionais. O termo “ifelong learning – aprendizagem por toda a vida – tem sido muito utilizado e referendado por especialistas, empresas e comunidades de recursos humanos com o objetivo de reforçar a importância das capacitações e formações, além de prover espaço de aprendizagem.

 

Nesse sentido, o formato EAD deve ser incorporado ao plano de desenvolvimento de colaboradores como uma possibilidade de impulsionar e ampliar as ações de desenvolvimento e capacitação. Pode ser utilizado em várias abordagens, como programas informativos, treinamentos de capacitação técnica, cursos normativos, de políticas institucionais para alinhamento e orientação de procedimentos. Assim, é possível criar programas que trabalhem comportamentos, atitudes e condutas, que privilegie reflexões individuais e construções coletivas.        

 

A pandemia impulsionou os cursos no formato EAD. As empresas identificaram a necessidade de apoiar seus colaboradores. Esse foi o “ponto de virada” que gerou investimentos e agilidade para estabelecer plataformas tecnológicas, para que todos pudessem se comunicar e manter as atividades. Esse movimento ampliou a necessidade de novas capacitações técnicas e no cuidado com a saúde mental dos colaboradores, agravada pelas circunstâncias do isolamento e da Covid-19. As empresas intensificaram os investimentos em palestras, rodas de conversas virtuais e aquisição de cursos autoinstrucionais.

 

A pandemia permitiu uma maior experimentação do formato EAD, o que ajudou a quebrar possíveis preconceitos. Penso que cada vez mais, até pelo avanço tecnológico, esse formato ocupará mais espaço nos planos de investimento e desenvolvimento das equipes das empresas. Por outro lado, não gosto de pensar que seja possível migrar todo o desenvolvimento para formatos digitais, até porque somos seres humanos que demandam a socialização como modo de aprender e conviver.

 

Apesar de diversos pontos positivos, a qualificação profissional em EAD, ainda não está incorporada na cultura de muitas organizações. Por alguns motivos, como prioridade de investimento ou até mesmo por experiências que não cumpriram o objetivo esperado, as empresas recuaram em oferecer capacitações aos seus colaboradores.

 

A qualificação profissional precisa ser analisada em conjunto com outras práticas e políticas das empresas. O recurso de forma isolada pode não ter o resultado a que se propõe. Numa situação que a empresa deseja a melhoria do ambiente de trabalho e de desempenho, sem, contudo, investir na capacitação de lideranças, pode ser que não haja consonância e esse investimento seja perdido.

 

Nesse sentido, um bom planejamento, que parta das necessidades que vão impulsionar o desempenho da instituição é o primeiro passo quando se pensa em qualificação profissional. A seguir, é importante estabelecer indicadores coerentes com a cultura organizacional, que sejam possíveis de serem observados, como por exemplo, se a satisfação dos meus clientes aumentou, se as vendas ampliaram, se o clima organizacional melhorou.

 

Analisando as necessidades das empresas em um futuro breve, acredito que a qualificação está associada à evolução tecnológica, como e o quanto ela impacta as relações de trabalho, produção de bens e prestação de serviços. Contudo, dificilmente deixaremos de tratar de temas como liderança, trabalho em equipe e comunicação, cursos voltados ao desenvolvimento humano.

 

 

*Maurício Pedro é gerente de Atendimento Corporativo do Senac São Paulo

 

 

Acesse: https://corporativo.sp.senac.br

 

 

Foto: Divulgação/Senac São Paulo

 

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