Amanco Wavin muda processo seletivo de estagiários para identificar potencial além do currículo
Mudanças priorizam capacidade de raciocínio, clareza de pensamento e conexão de ideias para propor soluções
Com o objetivo de atrair novos talentos e preparar a próxima geração de profissionais para os desafios de inovação e longevidade nos negócios, o time de Recursos Humanos da Amanco Wavin, fabricante de tubos e conexões, decidiu redesenhar o processo seletivo para estagiários. O programa não exigia experiência ou conhecimento técnico, justamente para abrir portas para quem procura a primeira oportunidade profissional, mas, na prática, os recrutadores perceberam que muitos gestores tinham dificuldade para conduzir entrevistas nesse contexto. As conversas ficavam restritas à vida pessoal e à trajetória acadêmica, sem explorar as experiências, expectativas e o potencial dos candidatos.
“Percebemos que isso levava a um ciclo previsível, com certa insegurança na avaliação por parte dos gestores, que nos pediam novos currículos e, no final, a escolha recaía sobre perfis com experiência ou vindos de universidades mais tradicionais”, destaca Mariana Navarro, coordenadora da área de Talentos da empresa.
Por isso o time de RH estabeleceu uma nova dinâmica, redesenhando o processo seletivo com foco em potencial e não em histórico. A primeira mudança foi apresentar aos candidatos o contexto da empresa, valores e compromisso alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. E, a partir disso, propor um desafio: cada candidato deveria escolher uma ODS, desenvolver um case conectado àquela temática e trazer também uma experiência pessoal que demonstrasse um dos valores da companhia – ser corajoso, abraçar a diversidade e ter responsabilidade.
Outra mudança foi na etapa final: em vez de uma única entrevista conduzida por um gestor, os candidatos apresentam suas ideias para uma banca formada por diferentes profissionais da empresa. Essa prática, de acordo com Mariana, ajuda a trazer múltiplos olhares e reduz decisões baseadas em afinidade ou impressões subjetivas.
A partir da mudança, os efeitos foram sentidos de imediato. Um deles é a melhora no nível das conversas: os gestores têm mais oportunidades de avaliar raciocínio, clareza de pensamento, capacidade de estruturação, comunicação e repertório, considerando também a conexão das ideias com foco na proposta de soluções. O segundo foi a ampliação do acesso, já que candidatos sem experiência prévia conseguem demonstrar, na prática, como pensam e como se posicionam diante de problemas reais.
“Também criamos a figura do tutor, que fica oficialmente responsável por acompanhar o estagiário, orientando-o no trabalho diário e acompanhando seu desenvolvimento. A ideia do programa de estágio não é ter alguém apenas para atividades operacionais. O estagiário precisa desenvolver competências e aprender novas tarefas. Tudo isso nos leva a um novo espaço de expressão de potencial que vem mudando, de forma concreta, o perfil dos talentos que queremos atrair e desenvolver”, complementa Mariana.
Foto: Magnific








