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15/10/2020 - 11h03 Indicadores

Estudo internacional aponta impactos da Covid-19 no trabalho e na inovação de negócios

Para os funcionários, sua empresa priorizará continuidade dos negócios e não segurança no local de trabalho


 

A ServiceNow, a empresa de digitalização do fluxo de trabalho, encomendou à Wakefield Research uma pesquisa sobre o impacto da Covid-19 no trabalho e as oportunidades futuras para uma onda de inovação digital na forma como as pessoas trabalham e as empresas operam.

 

O estudo The Work Survey ouviu 9 mil líderes e liderados de 11 países (Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Irlanda, Holanda, Índia, Japão, Cingapura, Austrália e Nova Zelândia), de diversos setores da economia. Um dos consensos entre eles é que a tecnologia permitiu a adoção de novas formas de trabalhar mais rapidamente do que se pensava e a transformação digital acelerará a inovação.

 

“Esse dramático motivador da digitalização do trabalho está mostrando a todos como será o futuro do trabalho”, diz Bill McDermott, CEO da ServiceNow. “Os fluxos de trabalho digitais são a forma como os negócios são feitos no século 21. Não há como voltar. A transformação digital está acelerando. Novas formas de trabalhar se tornarão o novo normal. Estamos à beira de uma onda sem precedentes de fluxo de trabalho e inovação no local de trabalho”, completou.

 

Na pesquisa, 92% dos executivos afirmaram que a pandemia fez a empresa repensar a forma de trabalhar e 87% dos funcionários disseram que “para melhor”. Ainda, para 91% dos executivos e 87% dos funcionários, sua empresa fez a transição para novas formas de trabalhar mais rapidamente do que eles pensavam ser possível. Além disso, a Covid-19 reduziu as despesas operacionais de 88% das empresas pesquisadas, criando oportunidades de investimentos em transformação digital, pesquisa e desenvolvimento, marketing e crescimento. Confira mais detalhes a seguir.


PODER DE ADAPTAÇÃO

Pelo menos metade dos executivos e funcionários acha que a transição para o novo normal será ainda mais desafiadora do que o choque inicial da Covid-19 (50% dos executivos e 53% dos funcionários). Um desafio e tanto já que a maioria das empresas está em desvantagem digital: 91% dos executivos admitiram que ainda têm fluxos de trabalho offline, incluindo aprovações de documentos, relatórios de incidentes de segurança e solicitações de suporte de tecnologia.

 

Houve progresso, mas após alguns meses trabalhando em casa, 60% dos executivos e 59% dos funcionários afirmam que suas empresas ainda não possuem um sistema totalmente integrado para gerenciar fluxos de trabalho digitais.

 

Os novos sistemas implementados – 87% dos funcionários afirmaram ter criado novas e melhores formas de trabalhar – foram desenvolvidos em tempo recorde, mas estão vulneráveis a uma próxima grande interrupção: tanto entre os executivos, quanto entre os funcionários, a maioria afirma que suas principais funções de negócios não seriam capazes de se adaptar em 30 dias no caso de outra interrupção.

 

O único departamento que conquistou mais confiança foi o de TI, com 61% dos executivos e 66% dos funcionários pensando que a área poderia se adaptar em um mês. Atendimento ao cliente, RH, Finanças. Vendas r Marketing não fizeram o corte, revelando mais oportunidades de inovação em toda a empresa.

 

REMOTO X PRESENCIAL

Embora os benefícios do trabalho remoto sejam aprovados pela maioria esmagadora – 99% executivos e 94% funcionários –, após meses de trabalho em casa, os desafios estão se tornando mais aparentes. Tanto os executivos (93%) quanto os funcionários (83%) expressam preocupações reais sobre como o trabalho remoto afetará os negócios no futuro.

 

As maiores preocupações e benefícios com o trabalho remoto contínuo dependem da posição hierárquica. Os líderes estão mais preocupados com as entregas e os atrasos na entrega de produtos ou serviços (54%), já os liderados estão mais preocupados com as demandas e colaboração reduzida entre unidades de negócios (48%).

 

Os colaboradores afirmam que o tempo economizado em não se locomover ou viajar (54%) os beneficiou mais, enquanto os executivos acreditam que o melhor uso da tecnologia para melhorar a eficiência (50%) é o maior benefício para suas equipes.

 

A retomada do trabalho pessoal depende de os funcionários se sentirem seguros, mas 60% deles acreditam que sua empresa priorizará a continuidade dos negócios em vez da segurança no local de trabalho. Mais surpreendente é o fato de que 44% dos executivos também acreditam nisso.

 

Mesmo que uma empresa faça um esforço para colocar a segurança em primeiro lugar, os colaboradores não acham que conseguirão: 46% não acreditam que sua empresa tomará as medidas necessárias para garantir sua segurança. E, surpreendentemente, os executivos concordam: quase um terço (32%) admite que não acham que sua empresa tomará as medidas adequadas para a segurança.

 

ECONOMIA X INVESTIMENTOS

A Covid-19 reduziu as despesas operacionais de 88% dos negócios, liberando recursos para inovação, resiliência, recuperação e crescimento. Já se foi o tempo das viagens de negócios, eventos presenciais e outras despesas operacionais. Executivos e funcionários concordam que essas economias de custo devem ser redirecionadas para a Transformação Digital (57% e 44, respectivamente), superando Novos Negócios (45% e 36%), P&D (43% e 35%) e Marketing e Publicidade (42% e 30%) no topo de suas listas de desejos.

 

Imagem de abertura: Geralt/Pixabay

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