Apenas 5% das empresas pretendem manter expediente normal durante jogos da Copa do Mundo
Pesquisa mostra flexibilização da rotina e liberação dos colaboradores para os jogos da seleção brasileira
A Copa do Mundo deve alterar a rotina de grande parte das empresas brasileiras neste ano. Uma pesquisa realizada pela Catho, plataforma de empregos pioneira no Brasil, com 420 empresas, revela que apenas 5% das empresas pretendem manter o expediente normal durante os jogos da seleção brasileira, enquanto a maioria já planeja algum tipo de flexibilização para os colaboradores.
O levantamento mostra que em 76% das empresas a Copa impacta ao menos um pouco a rotina corporativa. Além disso, 60% dos respondentes disseram que os jogos coincidem com o horário de trabalho, cenário que deve afetar principalmente segmentos com operação no período noturno, como supermercados, shoppings, padarias, varejo, alimentação e prestação de serviços.
Entre as práticas mais adotadas, 26% irão transmitir os jogos do Brasil no próprio ambiente de trabalho e 24% pretendem liberar os colaboradores antes das partidas. Os dados mostram uma tendência crescente de adaptação da jornada em datas consideradas de grande mobilização nacional.
A pesquisa também aponta que 37% das empresas não realizam ações de engajamento relacionadas à Copa do Mundo ou feriados prolongados, indicando que parte das organizações ainda não aproveita esses momentos como estratégia de integração entre equipes.
Para Patricia Suzuki, diretora de RH da Redarbor Brasil, detentora da Catho, a tendência é que as empresas busquem equilíbrio entre produtividade e experiência do colaborador durante eventos de grande interesse coletivo. "A Copa do Mundo movimenta, além do comportamento dos consumidores, o ambiente corporativo. Existe uma percepção maior das empresas de que flexibilizar a rotina em momentos específicos pode contribuir para engajamento, clima organizacional e até produtividade, principalmente em equipes que atuam em jornadas mais extensas ou no período noturno", afirma.
Para ela, o movimento também reflete uma mudança cultural nas relações de trabalho, em que empresas passaram a olhar com mais atenção para ações de integração e bem-estar. Não se trata apenas de liberar colaboradores para assistir aos jogos, mas de entender que grandes eventos fazem parte da experiência social das pessoas. “Empresas que conseguem adaptar suas operações de forma planejada tendem a fortalecer a relação com os times e evitar impactos negativos na motivação das equipes", conclui Patricia.
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