Imagem da matéria Comunicação não violenta pode auxiliar na produtividade das equipes
28/08/2019 - 12h16 Dicas dos Especialistas

Comunicação não violenta pode auxiliar na produtividade das equipes

Especialista assinala que prática requer empatia, escuta ativa e autoconhecimento


A comunicação sempre foi, mundialmente, protagonista nas relações pessoais e profissionais, Atualmente, é impossível ignorar a influência de uma boa comunicação no dia a dia de qualquer um. No entanto, essa mesma comunicação vem se consolidando de forma excludente e agressiva, reforçando valores e posicionamentos negativos, o que prejudica e muito a convivência. Essa característica quando trazida para um microambiente como o corporativo, por exemplo, pode ser ainda mais danosa. Não à toa, pesquisa realizada pela Harvard Business Review aponta que 91% dos colaboradores afirmaram que problemas na comunicação podem prejudicar os executivos. A mesma pesquisa identificou, ainda, que para 57% dos profissionais, falta de clareza é um dos principais problemas das lideranças.

Para Reinaldo Passadori, CEO da Passadori Comunicação, Liderança e Negociação, estabelecer uma boa comunicação entre liderança e liderados é essencial para o aumento da produtividade da equipe. O primeiro passo é trabalhar na liderança a Comunicação Não Violenta (CNV), exercitando o diálogo, empatia e autoliderança. Abaixo, Passadori elenca as habilidades que devem ser desenvolvidas por líderes na busca de uma liderança conciliadora e não truculenta.

Autoconhecimento
Para que uma Comunicação Não Violenta se estabeleça é preciso um mínimo de autoconhecimento, só assim será possível entender como cada um reage a determinada situação e é a partir dessa identificação que será possível mudar o comportamento e quebrar paradigmas. "Não ouvimos as pessoas dizerem que não são agressivas, são objetivas. Mas ao conversar com indivíduos que as rodeiam identificamos que essa objetividade é entendida como grosseria. Essa é uma situação comum e que pode ser alterada a partir de uma autoanálise. Por que estou sendo entendido assim, quando essa não é a minha intenção?", diz Passadori.

Escuta ativa e empatia
É quase automático: ao vermos qualquer situação, julgamos entre certo e errado. No entanto, para Passadori, estabelecer uma Comunicação Não Violenta exige o exercício da empatia, ou seja, antes de fazer juízo é fundamental ouvir o que o colaborador tem a dizer e pensar formas de ajuda-lo. "Será que ele está com problemas em casa? Dificuldades com aquela tarefa? A escuta ativa é fundamental nesse caso. Ouça, não julgue, e tente entender como ele está se sentindo", afirma o especialista em comunicação.

Estabeleça vínculos com a sua equipe
Refletir sobre o convívio com os colegas de trabalho também é essencial para o bom funcionamento da equipe. Para tanto, o líder precisa criar um ambiente favorável ao diálogo, oportunizando, assim, a troca de ideias tanto profissionais, quanto sobre a vida pessoal de cada um. "Momentos de descontração são importantes para a equipe e a liderança deve estimular essas trocas. É o espaço de estreitar vínculos, entender melhor o perfil de cada um e, dessa forma, adaptar a mensagem ao receptor", afirma.

Passadori explica, ainda, que assumir uma comunicação não violenta não significa que o indivíduo irá ser passivo ou, então, aceitará imposições de terceiros, mas sim, praticará uma nova forma de se comunicar na qual a prioridade é entender as necessidades do próximo. "No caso do ambiente corporativo, por exemplo, saber se comunicar adequadamente auxilia na construção de uma cultura organizacional, em que a equipe estará engajada para participar do crescimento do negócio, uma vez que os colaboradores sentem-se compreendidos e valorizados. A comunicação, independente da esfera, promove a empatia e o autoconhecimento", finaliza.

 

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