O líder está delegando decisões para a inteligência artificial. E quem está desenvolvendo as pessoas?
Especialista em liderança alerta: o uso excessivo de IA cria o risco da chamada terceirização cognitiva
Por Valéria Siqueira*
O futuro não deveria ser aquele em que a IA pensa e as pessoas apenas validam. Deveria ser aquele em que a IA amplia a capacidade das pessoas de pensar melhor. Isso exige uma nova agenda de desenvolvimento. Uma agenda que não prepare profissionais apenas para usar ferramentas de IA, mas para questionar respostas, validar informações, lidar com incertezas, construir argumentos, tomar decisões e assumir responsabilidade.
Afinal, existe uma diferença enorme entre um profissional que usa IA para pensar melhor e outro que usa IA para não precisar pensar. E essa diferença começa na liderança. A tecnologia pode até assumir parte do trabalho. Mas o desenvolvimento humano continua sendo uma responsabilidade que não deveria ser delegada. Se o líder está ensinando a IA a executar cada vez mais, precisa também continuar ensinando as pessoas a pensar, decidir e crescer.
*Valéria Siqueira é especialista em desenvolvimento de líderes e gestão da cultura fundadora da consultoria Let’s Level
Foto: Divulgação








