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07/03/2024 - 18h13

Protagonismo feminino para além do 8 de março

Investir em lideranças femininas não é apenas uma opção, diz Maria Paula, executiva de RH da LG lugar de gente

 

Por Maria Paula Oliveira*

 

Cada vez mais, mulheres assumem posições de liderança no mercado de trabalho. Dados da pesquisa Woman in Business revelam que, em 2023, elas representavam 38% de cargos de liderança no Brasil, subida de 19 pontos percentuais em relação a 2019. Essa evolução indica que uma parcela de espaço foi conquistada, mas ainda há muita oportunidade de melhoria e o RH deve contribuir ativamente nessa missão.

 

Segundo o mesmo estudo, em contraste com outras áreas, os departamentos de gestão de pessoas têm dominância feminina em cargos de gestão: 73%. Esse número sinaliza uma transformação no setor, reconhecido cada vez mais como uma ferramenta estratégica que, alinhada aos objetivos de negócios das empresas, agrega valor. E o segredo por trás dessa renovação está ligado diretamente com importantes habilidades necessárias para que se tenha uma boa líder de RH: escuta ativa, empatia, motivação e valorização contínua dos colaboradores. Uma profissional que detém diversas soft skills que se somam às tradicionais hard skills.

 

Comumente, essas habilidades são naturalmente afloradas nas profissionais e precisam ser utilizadas e potencializadas dentro das empresas. Em paralelo, a importância das competências técnicas permanece crucial.

 

Um dos desafios mais comuns de serem enfrentados na área é o gerenciamento simultâneo de diversas demandas, junto da constante necessidade de desenvolvimento. Mais do que nunca, é preciso estar em dia com tecnologias e ferramentas disponíveis para tornar o trabalho mais assertivo.

 

Nesse contexto, vale ressaltar uma terceira competência, exclusiva para mães que ocupam posições de liderança e que auxilia e muito nas dinâmicas de trabalho: as mom skills.

 

A maternidade remodela a percepção sobre o trabalho, desafiando o mito de ser um impeditivo na carreira, como é posto em empresas com pobre cultura organizacional. O maternar é a virada de chave para que a profissional se torne cada vez mais multitarefa. Essa habilidade faz parte de ser mãe.

 

Integrar essas habilidades ao RH não só enriquece o ambiente de trabalho com características singulares, mas também aprimora as relações profissionais, beneficiando as empresas. A pluralidade e diversidade nas relações de trabalho melhoram o ambiente corporativo, propiciando um terreno fértil para o surgimento de novas ideias, aprendizados e maior representatividade.

 

É importante que se direcione os olhares paras os 73% mencionados no início. Entender o que a porcentagem representa e o que deve ser feito para que a representatividade permaneça. As atuais gestoras de RH devem ser escadas que auxiliam na subida profissional de futuras líderes.

 

Investir em lideranças femininas e no desenvolvimento de novas líderes não é apenas uma opção, mas um dever que as companhias precisam encarar. Isso vai além de um simples planejamento. Deve ser posto em prática para que se crie um ambiente de trabalho equitativo e eficaz.

 

 

*Maria Paula Oliveira é diretora de RH, Jurídico e Compliance da LG lugar de gente

 

 

Foto: Divulgação/LG