Para 60% dos profissionais, a gestão é o ponto em que a cultura mais se distancia da prática
Pesquisa também mostra que apenas 43% dos RHs participam das decisões estratégicas
O principal impedimento para que a cultura organizacional saia do discurso para a prática está nas lideranças, de acordo com a pesquisa Cultura na Prática, realizada pelo Instituto QualiBest para o iFood: dos 1.406 profissionais ouvidos, 60% citaram a alta ou a média gestão .O próprio topo reconhece o problema, já que 44% dos diretores e gerentes apontam a alta gestão.
O distanciamento não aparece só na hierarquia. Para 55%, está também nas relações de trabalho – 38% citam a relação entre áreas da empresa e 28%, o dia a dia com os colegas de equipe.
A percepção sobre a prática da cultura varia significativamente conforme o nível hierárquico. Entre os que conhecem a cultura da empresa, a parcela que a vê praticada sempre é de 60% nos cargos de direção, 45% entre gerentes, 32% entre coordenadores e supervisores e 23% entre analistas e especialistas. O conhecimento profundo da cultura segue o mesmo desenho, de 69% no topo a 36% entre analistas e especialistas.
Quando o RH participa da decisão
Para 36% dos entrevistados, garantir a aplicação da cultura é também papel do RH. Entretanto, dos 600 diretores e gerentes ouvidos, menos da metade, 43%, afirmam que o RH tem participação nas decisões estratégicas do negócio antes de serem implementadas, índice que chega a 60% entre proprietários e C-level e cai para 36% entre gerentes.
Na totalidade do grupo, 72% percebe alguma contribuição do RH para os resultados, objetivos ou metas da empresa. Quando a área participa sempre das decisões, o reconhecimento chega a 92%.
“Não existe área de Pessoas isolada. O RH é um habilitador, mas quem vive o dia a dia, as dores e as conquistas é a liderança. É ela que traduz a cultura em decisão, por isso o RH precisa estar na mesa antes de a decisão ser tomada”, afirma Raphael Bozza, sócio e vice-presidente de Pessoas do iFood.
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